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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Como determinar se um número é PAR ou ÍMPAR em FORTRAN

Acredito que a forma mais fácil de determinar se um número é PAR ou ÍMPAR em FORTRAN é utilizando a função intrínseca MOD(.), que retorna o resto de uma divisão. Se o resto de uma divisão por 2 é igual a zero, o número é par, se é igual a um, o número é ímpar.
Nesse caso, para determinar se X é par, tem-se:

!PARA O CASO DE X REAL:
IF ( MOD( X , 2.D0) == 0 ) THEN  !  ->  X é PAR!

!PARA O CASO DE X INTEIRO:

IF ( MOD( X , 2) == 0 ) THEN  !  ->  X é PAR!

Caso contrário, X é ÍMPAR.

domingo, 4 de abril de 2010

COMO MODIFICAR ALGO QUE JÁ FOI ESCRITO NA TELA - MOSTRAR PORCENTAGEM DE PROCESSAMENTO...

"Modificar" algo que foi escrito na tela não é algo difícil. Neste post mostra-se como fazer isso em Windows, utilizando o Compaq Visual Fortran 6.6. O procedimento deve ser semelhante para outros compiladores e outros sistemas operacionais.
Basta declarar uso da biblioteca que permite manipular a saída padrão (Standard Output) obter o handle (identificador) da mesma, posicionar o cursor no local que se deseja modificar o que foi escrito, e escrever o que quiser.
Em outras palavras...

PROGRAM MAIN

USE DFLIB !PARA PODER UTILIZAR A FUNÇÃO SLEEP
USE DFWIN !PARA TER ACESSO ÀS FUNÇÕES RELACIONADAS AO CONSOLE
INTEGER :: I, HANDLE1 !UM INTEIRO PARA A PORCENTAGEM,
!OUTRO PARA O IDENTIFICADOR
TYPE(T_COORD) WPOS1 !PARA ARMAZENAR A POSIÇÃO
LOGICAL LSTAT1

!OBTENDO O IDENTIFICADOR DA SAÍDA PADRÃO
HANDLE1 = GETSTDHANDLE(STD_OUTPUT_HANDLE)

! POSIÇÃO ONDE SE VAI ESCREVER
WPOS1.X = 0 ! 0 CARACTERES PARA A ESQUERDA
WPOS1.Y = 0 ! 0 LINHAS PARA BAIXO

DO I=1,100
!POSICIONANDO
LSTAT1 = SETCONSOLECURSORPOSITION(HANDLE1, WPOS1)
!ESCREVENDO
WRITE(*,*) I,'%'
!ESPERANDO
CALL SLEEPQQ(200)
END DO

END PROGRAM MAIN

segunda-feira, 22 de março de 2010

Comparação: MATMUL versus DGEMM (Multiplicação de Matrizes)

Neste post é feita uma comparação de tempo de processamento (utilizando a função CPU_TIME) entre multiplicações de matrizes quadradas utilizando a função intrínseca MATMUL e a subrotina DGEMM da biblioteca IMSL.

Os dois casos explicados a seguir foram feitos para TAM = 1000, ou seja, para matrizes de tamanho 1000 x 1000.

PRIMEIRO CASO
Para o primeiro caso, as matrizes a serem multiplicadas (A*B) são definidas como:
DO i=1,TAM
DO j=1,TAM
A(i,j) = i + j
B(i,j) = i + j
END DO
END DO

SEGUNDO CASO
Para o segundo caso, as matrizes a serem multiplicadas (A*B) são definidas como:
DO i=1,TAM
DO j=1,TAM
A(i,j) = i - j
B(i,j) = i + j
END DO
END DO



RESULTADOS


Os resultados estão resumidos no seguinte gráfico:



Para os dois casos estudados, MATMUL foi cerca de 5 vezes mais lento que DGEMM.

CONCLUSÕES


Caso você tenha acesso à biblioteca IMSL, vale a pena gastar um pouco de tempo substituindo a função MATMUL pela DGEMM em todos os seus programas que utilizem multiplicação de matrizes.


Caso não tenha acesso a esta biblioteca, vale a pena ver se há outra subrotina que você possa utilizar no lugar da MATMUL e fazer uma breve comparação entre elas.



domingo, 21 de março de 2010

Comparação (de velocidade de processamento): mesclando código .FOR + .F90, usando ou não subrotinas (funções)...

O QUE É COMPARADO?

Neste post são comparados alguns resultados (de tempo de processamento) para a realização de um conjunto determinado de operações, englobando os casos a seguir. Todos os exemplos foram desenvolvidos utilizando o Compaq Visual Fortran 6.6.


1. F90
O código é todo escrito em Fortran 90. São feitos dois arquivos, MAIN.F90 e FUNC.F90. O programa MAIN chama a função presente em FUNC.F90 um total de NUM_ITE vezes, e repete o procedimento um total de NUM_REPETICOES vezes, obtendo a média do tempo de processamento.


2. F90 + FOR
Semelhante ao caso .F90, sendo que o arquivo MAIN é um .F90, e o arquivo FUNC é um .FOR (formato fixo).


3. F90 Direto
O arquivo FUNC deixa de existir, as operações são inseridas no arquivo MAIN diretamente. O código é todo escrito em F90.


4. FOR Direto
Semelhante ao F90 Direto, mas o código é todo escrito em formato fixo (.FOR).


5. F90 mesclado
Todo o código do arquivo FUNC é inserido após o fim do programa MAIN, de forma que se trabalha com uma subrotina (função) à parte, mas tanto o programa quanto a função ficam presentes no mesmo arquivo. Todo o código é escrito em formato livre (.F90).


6. FOR mesclado
Semelhante ao F90 mesclado, mas o código é escrito em formato fixo.





QUAIS SÃO AS OPERAÇÕES EFETUADAS?


Foram executados três exemplos com diferentes conjuntos de operações, para todos os casos NUM_REPETICOES = 3 (para efetuar a média de tempo de processamento).



PRIMEIRO CONJUNTO DE OPERAÇÕES
Y = X**2
Y = Y + 0.02D0
NUM_ITE = 1E9



SEGUNDO CONJUNTO DE OPERAÇÕES
Y = X**2
Y = Y + 0.02D0
Y = SQRT(Y)
Y = Y/2.25D0
NUM_ITE = 5E8



TERCEIRO CONJUNTO DE OPERAÇÕES
Y = X**2.2D0
Y = Y + 0.0225D0
Y = SQRT(Y)
Y = SIN(Y)
Y = Y/2.25673D0
Y = COS(Y)
NUM_ITE = 5E7






QUAIS FORAM OS RESULTADOS?



O tempo de processamento para cada caso é mostrado na figura abaixo.



CONCLUSÕES

Para os casos estudados:

1 - Mesclar códigos escritos em .FOR com códigos em .F90 não leva a grandes diferenças de custo computacional.

2 - Utilizar subrotinas (funções) em diferentes arquivos ou mescladas num mesmo arquivo não leva a grandes diferenças também.

3 - Efetuar as operações diretamente no código principal é mais rápido do que efetuar as operações em subrotinas (funções) à parte. No entanto, à medida que a complexidade das operações aumenta, o custo de chamada da função perde importância.

Portanto, para grandes problemas (com operações complexas) a clareza de código obtida utilizando subrotinas supera de longe o acréscimo de custo computacional.

4 - Para problemas mais complexos (conjunto de operações 3) todos os seis casos apresentaram praticamente o mesmo custo computacional.


-------------------- x ----------------------- x -----------------------

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Convertendo CHARACTER para REAL ou INTEGER

Como esqueço o tempo todo como fazer essas conversões, decidi escrever aqui um resumo do processo.

Tomando-se as seguintes 3 variáveis:


CHARACTER(100) :: TEXTO
REAL*8 :: VALOR_REAL
INTEGER :: VALOR_INTEIRO


Se um "número" é armazenado no TEXTO, por exemplo:
TEXTO = '5.6987'
a conversão pode ser feita utilizando o READ() de forma bem simples.

READ(TEXTO,*) VALOR_REAL
READ(TEXTO,*) VALOR_INTEIRO.




Converter variáveis FORTRAN, conversão de variáveis, texto para número, caracter para real, caracter para inteiro.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Overflow condition - números inteiros em Fortran

Uma pequena explicação sobre números inteiros e "overflow condition".
A chamada overflow condition ocorre quando se tenta armazenar numa variável do tipo inteiro um número maior que o valor máximo possível ou menor que o valor mínimo possível.
Esses limites existem pois, quando declaramos uma variável, um determinado espaço de memória é reservado para guardar o valor da tal variável.
Considerando um inteiro de n bits, usualmente o menor número que pode ser armazenado é dado por:
menor_valor_inteiro = -2**(n-1)
e o maior valor é dado por:
maior_valor_inteiro = 2**(n-1) -1 !(O '-1' é o espaço reservado ao zero) .

O tipo mais comum de inteiros nos computadores de hoje em dia são os inteiros de quatro bytes (1 byte = 8 bits; 4 bytes = 32 bits), que, portanto, podem armazenar qualquer número inteiro entre -2,147,483,648 e 2,147,483,647.

Portanto, se você tiver problemas com overflow condition, a solução pode ser simplesmente ter que trocar um INTEGER por um INTEGER*8.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ERROS COMUNS: Exponenciação - número negativo elevado a um potência real

Sabe-se que a expressão:
y = x ** n,
onde y e x são reais, e n é um inteiro, equivale a simplesmente multiplicar x por ele mesmo n vezes, e é isso exatamente que o computador faz ao encontrar uma expressão desse tipo.

No entanto, quando se tem algo do tipo:
y = x ** z,
onde y, x e z são reais, z pode ser igual a, por exemplo, 2.5. É fisicamente impossível multiplicar um número por ele mesmo 2.5 vezes, e portanto é necessário recorrer a métodos indiretos para calcular x ** z. O método mais comum para este caso é o seguinte:
x ** z = exp(z*ln(x)).
Portanto, como não existe logaritmo natural de número negativo, o seguinte "ERRO" pode ocorrer:
(-2.0)**(2.5) = NaN (Not a number)
( 2.0)**(2.5) = 5.656854.

ERROS COMUNS: Divisão em "modo misto"

Um erro bastante comum, do qual eu e alguns colegas já fomos vítimas, é a divisão envolvendo reais e inteiros. De uma forma geral, as expressões em "modo misto" devem ser evitadas, visto que são relativamente difíceis de entender e podem levar a resultados diferentes dos desejados.

Em operações aritméticas entre um número real e um inteiro, o inteiro é convertido para real pelo computador e o resultado é do tipo real.
Isso explica porque:
(1 + 1/2) = 1
(1. + 1/2) = 1.0
(1 + 1./2) = 1.5
(1 + 1/2.) = 1.5
No primeiro e no segundo caso ocorre que 1/2 = 0, por se tratar de uma divisão entre dois números inteiros. No terceiro e no quarto casos, 1./2 = 1/2. = 0.5, o inteiro é convertido para real e a aritmética para números reais é utilizada.

Portanto, é necessário ter atenção redobrada para casos tais como:
(2**(1/2)), que resulta igual 1, diferentemente de
(2**(1./2)) ou (2**(1/2.)), cujo resultado é 1.414214...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Otimização de códigos FORTRAN

Guia RÁPIDO de OTIMIZAÇÃO de códigos FORTRAN visando maior VELOCIDADE de execução...
Detalhes muito interessantes que encontrei no site da Pós Graduação em Engenharia Civil da UFRGS. Vale a pena dar uma lida:
http://www.cpgec.ufrgs.br/masuero/otimizacao/otimizacao.htm .